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ESTUDIO
BANDA DESENHADA I ILUSTRAÇÃO I ANIMAÇÃO I DESIGN
Nota Biográfica
Henrique Mário Lopes de Carvalho Moutinho Abranches, nasceu em Lisboa na freguesia de S. Sebastião da Pedreira em 29 de Setembro de 1932. Filho de Luiz Afonso Moutinho Abranches e de Maria Luiza Lopes de Carvalho Moutinho Abranches, segue com os pais para Angola quando tinha apenas 15 anos.
Segue para Portugal para fazer os estudos secundários. Já de regresso a Luanda em 1952, com 20 anos de idade, é recenseado e alistado para cumprir o serviço militar português obrigatório. Já tinha o sexto ano liceal em 1954, o que permitiu tirar o curso de sargentos milicianos de infantaria na Escola de Quadros Militares.
Em 14 de Julho de 1955 obteve a passagem à disponibilidade de serviço militar e vai para a cidade de Sá da Bandeira (Lubango). Aqui começa a sua actividade como topógrafo e inicia os seus estudos etnográficos a partir do contacto directo das populações rurais e das obras do Padre Estermann e José Redinha. Foi colaborador das revistas Mensagem da Sociedade Cultural e Cultura II da Associação Anangola. É aqui que também começa a exercer a sua actividade como escritor e artista plástico. Participou em exposições colectivas de artes plásticas e realizou uma exposição individual no Museu de Angola.
Em 1960 trabalhou como funcionário bancário no Banco de Angola. Realizou vários trabalhos de antropologia e da arte tradicional angolana e chegou a instalar-se em Moçâmedes (Namibe). Em 1961 com o desencadear da luta armada a 4 de Fevereiro, foi preso pela PIDE (durante dois dias), e expulso de Angola juntamente com outros camaradas. Foi colocado em Lisboa com residência fixa.
Em Lisboa integra-se na Casa dos Estudantes do Império. Faz o Curso de Etnologia Angolana e participa em conferências em Lisboa e Coimbra. Continua a ser perseguido pela PIDE e em 1962 decide fugir de Portugal pelas montanhas do Vale do Douro, atravessa a fronteira de Espanha por Valência e chega a Paris de comboio. Em Paris tem contactos com o MPLA, recebe orientações e em 1963 parte para a Argélia. Em Argel, juntamente com Pepetela e Adolfo Maria, funda o Centro de Estudos Angolanos.
Realizou vários trabalhos entre eles “Elementos para o Estudo Etno-Histórico de Angola” (09.03.1964) e elaborou a “História de Angola” com Pepetela e Adolfo Maria que depois da independência uma nova edição foi editada e adoptada para o ensino secundário.
Em 1973, Henrique Abranches segue para o Congo Brazzaville e é destacado como Comissário Político das FAPLA no Centro de Instrução Revolucionária — CIR Kalunga, cujo Director do Centro era António Jacinto do Amaral Martins. Regressa a Angola em 1975. Nessa altura é membro do Comando Operacional de Luanda — COL, situado na Vila Alice e fez parte da fundação, juntamente com o Comandante Gilberto Teixeira “Jika”, do Comissariado Político Nacional e da Escola de Oficiais Comandos, localizado no Morro da Luz. Logo após a Independência chegou a ser o Chefe de Recrutamento e de Incorporação Regular de Mancebos para as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola — FAPLA. Esteve igualmente a dirigir a Polícia Militar. Em 1976 é-lhe concedida a nacionalidade angolana pelos relevantes serviços prestados à luta de libertação nacional.
Ainda nesse ano deixa o serviço militar e é nomeado Director Nacional dos Museus e Monumentos até 1979, altura em que funda e dirige o Laboratório Nacional de Antropologia e organiza a Missão Etno-Histórica do Soyo e a Estação Arqueológica de Kital ao Sul de Luanda. Nessa altura é também professor de Etnologia na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.
Por sugestão de Henrique Abranches a estatueta o “Pensador” lunda, tornou-se símbolo da Cultura Nacional. Foi um dos membros fundadores da União dos Escritores Angolanos. Durante esse período publica vários artigos de Antropologia e alguns ensaios sobre “Cultura Nacional e Museologia” e “sobre Culturas Regionais Angolanas” em 1979 pela União dos Escritores Angolanos. Impulsionou a fundação da União dos Artistas Plásticos e revelou-se como um artista plástico muito criativo.
Dado o seu gosto pela história, revelou-se como um brilhante artesão artístico construindo barcos antigos, caravelas em miniaturas de madeira com bastantes detalhes. Foi também um grande impulsionador da Banda Desenhada através de formação, de acção pedagógica e de edição.
Em 1981 é chamado pela Presidência da República de Angola para chefiar a equipa que, em parceria com uma delegação cubana da Academia das Ciências, realizaria o “Inquérito sobre a Questão Nacional”. Entre 1979 e 1989, Henrique Abranches cria o Museu de Antropologia de Luanda, o de Arqueologia em Benguela e o Museu das Forças Armadas.
Nos anos 90, a sua paixão pelo computador da IBM, começa a desenhar as primeiras “softgravuras”, fazendomaravilhas com a sua imaginação criativa. Com dezenas de títulos publicados, foi-lhe atribuído por duas vezes, em 1981 e 1989, o Prémio Nacional de Literatura.
Foi autor de uma vasta obra:
Teatro
Diálogo, CEI, Lisboa (1962)
Diálogo, UEA, Luanda (1987)
Poesia
Cântico Barroco, UEA, Luanda (1987)
Sobre a Colina de Calomboloca, UEA, Luanda (1987)
O Elogio do Paradoxo, Edição Chá de Caxinde, Luanda (1998)
Romances
Konkhava de Feti, UEA, Luanda (1981)
O Klã de Novembrino (3 volumes), UEA, Luanda (1989)
Kisoko de Guerra (2 volumes), UEA, Luanda (1989)
Titânia (ficção científica), UEA, Luanda (1993)
Misericórdia para o Reino do Kongo, UEA, Luanda (1996)
Os Senhores do Areal, Campo de Letras, Porto (1998)
Contos Divagentes, Edições Chá de Caxinde, Luanda (1998)
As Marés de Bacilon (2 volumes), UEA, Luanda (2000 - 2001)
I – O Ovo Magentino (ficção), Executive Center (2000)
II – A Balada de Kaloy Bura (ficção), Executive Center (2001)
E Nsanta Madiya habitou entre nós, Edições Chá de Caxinde, Luanda (2002)
Bandas Desenhadas (Direcção e Participação em Álbuns)
Contra a Escravidão, CEA, Argel (1965)
Os Bucaneiros dos KK (com Sérgio Piçarra), UEA, Luanda (1989)
Massala, o Leopardo (com Lito Silva), UEA, Luanda (1989)
Fragmentos Angolanos (com Sérgio Piçarra, Lito Silva e Hugo Fernandes), UEA, Luanda (1989)
Jornal do Mankiko – revista de Banda Desenhada em conjunto com os seus alunos, Imagem LDA, Luanda (1993)
Ensaios
Elementos para o Estudo Etno-Histórico de Angola, CEA, (1964)
História de Angola (co-autoria com Pepetela e Adolfo Maria), Argel (1965)
Sobre o Feiticismo, IAL, Luanda (1978)
Manual de Museologia, IAL, Luanda (1979)
Sobre as Culturas Regionais Angolanas, Cadernos Lavra e Oficina, UEA, Luanda (1979)
Reflexões sobre a Cultura Nacional, UEA, Luanda (1980)
Identidad Y Patrimonio Cultural, Ed. Ciências Sociais, Havana (1988)
Sobre os Basolongo, Arqueologia da Tradição Oral, edição especial da Fina Petróleos de Angola,
Luanda (1991)
Olímpio e Lindomar de Sousa são cartunistas, ilustradores e autores de Banda Desenhada angolanos. Fundadores do Estúdio OLINDOMAR e do LUANDA CARTOON – Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação, destacam-se pelo trabalho desenvolvido na promoção da BD e da animação em Angola desde os anos 90. Vencedores do Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola (2016) e de distinções internacionais em Portugal, França e Brasil, dedicam-se actualmente à produção artística, formação de jovens criadores e desenvolvimento de projectos editoriais e de animação.
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O Estúdio Olindomar é um lugar onde a imaginação ganha vida em Luanda. Venha visitar-nos, conhecer a nossa Equipa e descobrir onde a mágica acontece. Estamos de braços abertos para si!