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Portugal distingue os primeiros vencedores do Prémio Nacional de Banda Desenhada

Foto do escritor: OLINDOMAR ESTÚDIO
OLINDOMAR ESTÚDIO
30 de jun.
2 min de leitura
António Jorge Gonçalves________créditos: António Cotrim/Lusa
António Jorge Gonçalves________créditos: António Cotrim/Lusa


Portugal anunciou os vencedores da primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada (PNBD), uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, gerida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), criada para promover e valorizar a criação artística, o mérito dos autores e a inovação na banda desenhada portuguesa.


Na edição inaugural, foram avaliadas 45 candidaturas distribuídas por três categorias: 11 ao Prémio Carreira, 15 ao Prémio Obra do Ano e 19 ao Prémio Inovação em Banda Desenhada.


O Prémio Carreira foi atribuído ao autor António Jorge Gonçalves, distinguido por um percurso artístico marcado pela permanente inovação e versatilidade. Segundo o júri, composto por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, o autor desenvolveu uma trajetória "permanentemente inovativa e eclética, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço", destacando ainda o seu trabalho experimental com cores, materiais e linguagens narrativas, bem como a reflexão consistente sobre os limites e as possibilidades da banda desenhada.


Na categoria Obra do Ano, o galardão foi entregue a "Dormindo entre Cadáveres", de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, publicada pela editora Zigurate. O júri considerou a obra um importante testemunho sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente na região amazónica, valorizando a abordagem pessoal e crítica dos autores, que evita reduzir as personagens a meros veículos de informação.


Já o Prémio Inovação em Banda Desenhada distinguiu "Rumo ao Eclipse", de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares, editada pela Chili Com Carne. A obra foi elogiada por explorar novas formas narrativas ao transformar um livro de banda desenhada numa experiência de jogo de role-play, expandindo as possibilidades criativas do meio sem comprometer a sua linguagem própria.


Cada uma das três categorias atribui um prémio no valor de 10 mil euros. Além disso, os vencedores da categoria Obra do Ano recebem um apoio adicional de 1.500 euros destinado à deslocação ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França.


A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destacou que os autores premiados "demonstram a diversidade, a qualidade e a capacidade de inovação da banda desenhada portuguesa", sublinhando que o novo prémio pretende reforçar a visibilidade da criação nacional dentro e fora de Portugal.


A cerimónia de entrega dos galardões realiza-se no próximo 18 de outubro, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, integrada na programação do Festival Internacional de Banda Desenhada Amadora BD.


Anunciado em outubro de 2025, o Prémio Nacional de Banda Desenhada representa um marco histórico para o setor, constituindo o primeiro galardão nacional dedicado exclusivamente à valorização dos autores e das obras de banda desenhada em Portugal.


 
 
 

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